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Em Araras é proibida a queima e soltura de fogos de artifício classes A, B, C e D em eventos da Prefeitura

 

 

Chegou a época das tradicionais festas juninas, e em meio a guloseimas, outra tradição se destaca nos festejos: os fogos de artifício, rojões e outros artefatos explosivos. Embora enfeitem o céu, o barulho causa incômodo e um impacto muito grande, especialmente em bebês e crianças pequenas, com riscos sérios para a audição.

Em Araras recentemente foi aprovado um projeto de lei que proíbe a queima e soltura de fogos de artifício classes A, B, C e D, os quais possuem fortes estampidos causando danos principalmente à audição dos animais, à saúde do ser humano, especialmente de crianças, idosos e portadores de autismo, em eventos da Prefeitura Municipal e festas particulares realizadas em igrejas, clubes, associações, entre outras, que dependam ou não de autorização da municipalidade.

festa 3O som forte produzido por esses artefatos pode causar danos irreparáveis na audição, como perda auditiva severa uni ou bilateral temporária ou – nos casos mais graves – irreversível, explica Marcela Vidal, fonoaudióloga da Telex Soluções Auditivas. “O principal sintoma de que algo está errado é o aparecimento imediato de zumbido. As crianças podem manifestar no choro o que estão sentindo, mas o pior é que na maioria das vezes os pais não se dão conta do estrago que os fogos podem ter acarretado ao sistema auditivo de seus filhos”, disse.

“A imaturidade auditiva dos primeiros 18 meses de idade pode fazer com que haja lesão na cóclea – órgão localizado na orelha interna – se a criança for exposta a sons muito altos ou passar muito tempo em um ambiente barulhento. Essa lesão pode passar despercebida naquele momento, mas iniciar um processo de perda de audição, uma vez que as células auditivas da orelha interna morrem e não há reposição”, esclarece Marcela Vidal.

A especialista lembra também que na empolgação da festa é comum esquecer que o barulho pode estimular demais um bebê e deixá-lo irritado. É importante ficar atento aos sinais. “Há crianças que dormem profundamente em um ambiente barulhento, já outras ficam extremamente desconfortáveis. Irritação e choro são os principais sintomas de que o bebê não está confortável no ambiente. É importante então procurar locais mais tranquilos e manter a voz – dos pais ou cuidadores – sempre em baixo volume, para que o bebê fique mais calmo, estimulando a plasticidade do nervo auditivo, que é importante nos primeiros meses de vida”, explica.

O ideal é não levar os pequenos para locais onde há queima de fogos; porém, se for inevitável, é importante que eles fiquem o mais afastado possível.

Lucas Neri

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